VILHENENSE SEGUE NA SÉRIE D, GARANTE PRESIDENTE

“A gente fala uma coisa e distorcem tudo”, disse Waldir Kurtz sobre a matéria que circulou com o anúncio da desistência do Vilhenense

Waldir Kurtz, presidente Vilhenense EC (Foto: Rogério Perucci)

A notícia de que o Vilhenense Esportivo Clube teria desistido da disputa do Campeonato Brasileiro Série D pegou o torcedor do Leão de surpresa. Atual campeão Estadual, o Vilhenense tem pela primeira vez a oportunidade de jogar a quarta divisão nacional e a expectativa de se torcedor é grande.

Desde que as primeiras informações surgiram a cerca de suposta desistência, a reportagem do FOLHA DO SUL ONLINE tentou contato com o proprietário e presidente do Vilhenense, Waldir Kurtz, e obteve resposta na manhã de hoje. Kurtz negou a desistência e explicou que o que ocorreu foi apenas uma consulta junto a Federação de Futebol do Estado de Rondônia (FFER) sobre a competição. “Em nenhum momento eu falei que desistimos da disputa da Série D, não existe isso”, afirmou presidente e explicou: “O que enviamos à Federação foi um ofício pedindo esclarecimentos sobre a competição, para que pudéssemos tomar uma decisão sobre a nossa participação, e ainda estamos aguardando a resposta”.

As declarações de Kurtz foram confirmadas pelo vice-presidente da FFER, Natal Jacob, com quem a reportagem conversou. “O que o Vilhenense nos enviou foi apenas uma consulta se haveria punição em caso de desistência”, afirmou Jacob que esclareceu ainda: “Só que a CBF está fechada, assim como a nossa Federação, então não temos esta resposta ainda. Neste momento vale o que está no regulamento”, pontuou.

E o que está no Regulamento Específico da Competição (REC), no seu Artigo 34 é que o prazo para desistência de qualquer clube, sem punição, é de 50 dias antes do início da competição. Prazo que venceu no último dia 13 de março.

Art. 34 – Um clube poderá desistir de disputar o CAMPEONATO, desde que o faça com uma antecedência mínima de 50 (cinquenta) dias para o início da competição (13/03/2020), explicando os motivos através de ofício dirigido à sua Federação.

As desistências após esta data, de acordo com o parágrafo 4º do Artigo 34, serão consideradas abandono e os clubes serão punidos com a suspensão por dois anos de competições organizadas pela CBF, de acordo com o previsto no Artigo 62 do Regulamento Geral de Competições (RGC), que no seu parágrafo único estabelece como abandono a desistência após a publicação da tabela e regulamento da competição.

Art. 62 – Se uma equipe abandonar, for excluída ou eliminada pela Justiça Desportiva de uma competição ficará automaticamente suspensa durante 2 (dois) anos de qualquer outra competição coordenada pela CBF, em qualquer categoria ou divisão.

Parágrafo único – Entende-se também como abandono a desistência da disputa de uma competição após a publicação definitiva da tabela e regulamento correspondente.

Natal Jacob ponderou ainda que é isto que está valendo. Salvo, se pela situação atípica pela qual passa o Brasil e o mundo, e que afeta também o esporte com a suspensão de competições nacionais e internacionais por tempo indeterminado, a CBF promova alguma modificação no regulamento.

O Vilhenense está no Grupo A1 ao lado de Atlético-AC, Fast Clube-AM, Galvez-AC, Independente-PA, Rio Branco-AC, Bragantino-PA e o vencedor de Ji-Paraná-RO e Nacional-AM; e estreia fora de casa contra o Bragantino-PA.