COPA VERDE: Aluizão! Sem público, sem saltenhas

POR LUIS CARLOS PEREIRA

 

Sabe aqueles dias em que a gente se prepara, se organiza, se projeta para fazer um belo trabalho na jornada esportiva em nível de município e estadual. Com o estadual de futebol batendo à porta, sem falar que, antes do dia 11 de março já tivemos a estreia do nosso campeão, pela Copa do Brasil, em seguida seria o primeiro jogo do mesmo RSC agora pela Copa Verde-17.

Tudo isso, depois de longos 14 anos com jogos nos quintais de nossas casas – sim, o Aluizão é pertinho de Estádio Aluízio Ferreira (Créditos: Divgulgação)todos -, ano passado tivemos a participação do SC Genus, fazendo bonito na Copa do Brasil e, nem tanto na Copa Verde. Esse ano, repito, é o Periquito da zona leste. Já saiu da Copa do Brasil, e agora vem a Copa Verde.

Ah, Copa Verde! A chamada Copa carbono zero, um evento criado pela CBF com maior carinho para movimentar o futebol amazônida, futebol da região norte do Brasil. Bem, para isso a mentora exige – e está coberta de razão – que, o local onde o clube mandante fará seus jogos, tenha reais condições de recebê-lo assim como os Laudos: segurança, engenharia, bombeiros e vigilância sanitária – não necessariamente nessa ordem.

Pois esse órgão que faz parte da Secretaria Municipal de Saúde, tinha o seu laudo liberado até 28 de fevereiro e, aos 45 minutos do segundo tempo do jogo fez grandes exigências, inclusive extrapolando suas funções, senão vejamos: 1) querem cópias do contrato da empresa que prestará serviço de ambulância; 2) querem justificativa da Sejucel, FFER e Clubes como irão disponibilizar ambulatório para os torcedores; 3) não aceitaram o Laudo do Bombeiro Militar; 4) solicitaram cópias dos Laudos de Engenharia e 5) DEDETIZAÇÃO do local.

Saltenhas Los Caporales (crédito: reproduzida do facebook)

E mais, a comissão de fiscalização da Vigilância Sanitária da Prefeitura Municipal de Porto Velho, agendou em ir ao Aluizão no dia 2 de março às 8h, daí para preencher e assinatura do Laudo somente dia 3 de março, ou seja, com 24h de intervalo. O jogo está marcado pela CBF para o dia 5 de março, portanto, será de portões fechados.

Vale acrescentar as principais funções da Vigilância Sanitária Municipal

– fiscalização e licenciamento de todos os tipos de estabelecimentos e comercialização de alimentos; como bares, restaurantes, quiosques, supermercados, etc;

– fiscalização e licenciamento de indústrias de alimentos;

– controle e investigação de surtos de doenças transmitidas por alimentos;

– controle de qualidade de água de consumo, de piscinas públicas, de caixas d’água;

– controle de qualidade do ar de ambientes internamente climatizados;

– fiscalização de licenciamentos de estabelecimentos e serviços de interesse à saúde, como: clínicas médicas, consultórios, óticas, salões de beleza, academias de ginásticas, etc;

– combate à presença de insetos e roedores transmissores de doenças;

Bem, o que mais se aproxima da função e por isso liberar o velho Aluizão seriam: o item UM onde na pior das hipóteses iriam proibir o velho Boliva de comercializar aquelas gostosas saltenhas, e o último para desratizar (seria esse o termo correto), ou arrancar uma cabeça de burro que se encontra em algum lugar do Aluizão.

É preciso reconhecer e dar créditos a quem merece, pelo lado da Sejucel o sempre presente Secretário Rodnei Paes e seu Coordenador de Esportes Edvaldo Botelho, esses dois desde o jogo da Copa do Brasil não mediram esforços em deixar o velho Aluizão pronto para o evento. Por outro lado, tomei conhecimento da luta da Srª Ivonete Gomes, titular da SEMES em conseguir essa liberação do Laudo da Vigilância Sanitária.

Ivonete Gomes que não tem medo de cara feia, assim como poucos (sim, são poucos nesse início de gestão do Dr. Hildon), mas vale a pena citar. Pois outras Secretarias do ex-Promotor, sinceramente a cada dia deixa o IBOPE do Prefeito lá embaixo.

(*) Um texto opinativo, pesquisei e tive como fonte o Ofício nº 320/GAB/SEJUCEL. Por acaso a Vigilância Sanitária se achar ofendida, terá seu direito de resposta neste espaço.